BENVINDO AO PREGOS E PREGUINHO

Na foto: Marcelo dos Leitões e Chuck Norris dos Pregos, dois dos grandes abastecedores deste grandioso blogue Internacional







Aqui temos acção, por aqui passam Marcelo dos Leitões, John Theodoro (Chuck Norris dos Pregos), Le Roy "El Sapito", Carlinhos ex-Fadista, Engº de Albufeira, Copiêr Trindade, Tchuca, Paulinho das Pizzas. Captamos pregos em Silves, no resto do Algarve incluindo a zona do extinto bairro do Enxerim e nalgumas provincias estrangeiras situadas longe daqui.











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20/04/2009

Durante uma viagem...


Toda a História do
Coronel Almeida


Primeiro Episódio

Antes demais gostava de dizer que tudo o que aqui se vai
escrever é verdade e que qualquer semelhança com algum facto
que se tenha passado na tua vida não passará de mera
coincidência.

Aconteceu há já alguns anos, na verdade não me recordo o ano
mas sei que estávamos no mês de Novembro. Eramos quatro amigos de
longa data e fomos dar um passeio para a Galiza, o MANEL DO MARISCO, o ÁTILA
que na altura ainda não era conhecido por CARLINHOS FADISTA, o EL
SAPITO que na verdade é o verdadeiro herói desta novela e o condutor
do veículo, e EU, SERGINHO FORMIGA.

Saimos de Valença depois de um prolongado almoço que gerou discussão
entre o Átila e o Sapito e uma situação bastante engraçada rumo
ao Algarve. Na viagem o amigo José Cid acabou por se juntar a nós com
as suas belas canções. Paramos para jantar no Alentejo e é aqui que
tudo começa.

Eu queria ir sempre á frente, estava sempre a disputar o lugar com
o Átila e um pouco antes do jantar eu disse:
"-Daqui para a frente vou atrás porque quero dormir..."
O Átila encontrou maneira de me chamar á rua para me dizer que tinha
um plano para tramar o Sapito e que para isso eu tinha que continuar
no banco de frente, eu aceitei mas confesso que duvidei que a partida
resulta-se.

O plano era disparar o flash de uma maquina fotográfica por baixo do
banco do pendura para que o SAPITO pensa-se que tinha sido apanhado
em excesso de velocidade pelo radar em plena auto-estrada. Era
importante que o flash fosse disparado em frente a uma estação de serviço
para que não fosse tão intenso e assim foi. O Sapito sentiu o flash, olhou
para mim e eu para ele. "Já foste, não viste o clarão?"
O Sapito que de nenhuma forma podia cometer uma infracção rodoviária
começou a desabafar a sua frustração enquanto ao mesmo tempo batia
no volante.

O Manel assistia ao filme enquanto o Átila passou a entrar em cena.
"- VITOR (Sapito) conheço um coronel no destacamento de Setúbal que
talvez te possa safar, não tenho aqui o nº mas posso ligar para a minha
mãe", e assim foi , o Átila simulou uma chamada para a mãe:
"- Tou mãe veja lá ai na mesa de cabeceira está uma agenda, procure
lá ai um nº de telefone de um tal coronel Almeida..."
Mais tarde o Átila voltou a simular uma chamada para a mãe para que
esta lhe desse o nº.

Pouco depois a chamada para o Coronel:
"- Tou Coronel, tá bom, há quanto tempo, então o Sr. nunca mais veio cá
baixo aos Tordos? Veja lá quando cá vier dê um toque...
Olhe estou a ligar por causa de uma situação chata, é que vou aqui em
viagem com uns amigos e o moço que vai a conduzir foi apanhado pelo
radar em excesso de velocidade e neste momento não pode cometer
nenhuma infracção senão vai ficar sem a carta... OK, veja lá o que pode
fazer para safar o moço..."
"Olha Vítor o Coronel vai ver o que pode fazer para te ajudar e eu já volto
a ligar".

Eu confesso que a esta altura já tinha conseguido conter 4 ou 5 impulsos
para não desatar a dar gargalhadas. Não foi fácil conseguir-me segurar.

Nova chamada simulada para o Coronel:
Átila "Então conseguiu safar o moço?"
Coronel: "Epá é possível mas ele tem que dar um incentivo aos homens,
ao Cabo Garnento, ai uns 10 contos chega"
Átila: "Vítor queres pagar 10 contos e ficar safo?"
Sapito: "Eu pago o que fôr preciso, diz-lhe que eu pago"

Assim ficou combinado que o SAPITO pagaria 10 contos ao cabo Garnento
e que em troca a carta não seria apreendida.

Segundo episódio

O objectivo do Atila era conseguir arrancar dinheiro ao Vítor para fazer
um jantar e conseguiu, aliás, achou que 10 contos era pouco e ainda
lhe pediu mais 4 contos. Daí para a frente o Vítor andou descansado e
nós sempre a trabalhar na situação. O Átila recebeu o dinheiro e nós
improvisamos uma carta que supostamente tinha sido recebida por ele
a agradeçer o "donativo", o remetente era o Cabo Garnento. Arranjamos
uma carta da GNR fizemos montagens com os registos dos correios e tudo
ficou perfeito.

Foi marcada a data para o jantar, escolhido o Restaurante e feito um convite
ao Coronel Almeida para estar presente. O Homem respondeu afirmativamente e
consigo traria uns tordos para juntar á galinha que o Atila comprou para fazer
cabidela.

Chegou o dia, quando entrei no Restaurante já lá estava o Vítor com o Atila,
estavam ao balcão a beber uma imperial e eu juntei-me a eles. Pouco depois
chegou o Manel ficando só a faltar o Coronel Almeida. Presente esteve também
o Vasquinho, um amigo que convidamos . Foi então que tocou o
telefone, era o Coronel a dizer que não podia comparecer. Esta foi para mim
a melhor parte de toda a trama porque o Atila tinha falado com um GNR para
ligar àquela hora. Quando o Vítor pegou no telefone para agradecer ao suposto
coronel eu fugi para a casa de banho e fiquei a ouvir a conversa:

"- Tou, Coronel olhe queria-lhe agradecer imenso o que fez por mim...é pena que
não possa vir mas oportunidades não hão-de faltar."

Eu na casa de banho ria que nem um perdido, mordia-me até.

O Jantar foi normal, essencialmente conversamos sobre a viagem á Galiza
porque foi rica em peripécias. No final já na fase dos Whiskies havia que contar
toda a verdade e foi então que o Atila se chegou á frente:

"- Vítor o que é que tú pensas de mim como pessoa? Achas que sou inteligente
ou nem por isso?"
"- Tú és um BURRO...blá blá blá". Respondeu o Sapito.

Foi então que o Manel começou a disparar o Flash debaixo da mesa embora
o Vítor não entende-se o que se estava a passar. Depois do Atila contar
a verdade o Vitor não queria acreditar e ainda disse:

"- ...então eu falei com o Coronel Almeida ainda á pouco e agora estão a
dizer que é tudo mentira."

Eu tirei fotos, fiz um diploma de "BAILARICO DO ANO" e ainda tentei gravar
toda a conversa com o meu mini disc, coisa que não fiz lá muito bem.

Confesso que a prestação do Atila foi anormal no bom sentido porque
esteve sempre sério ao longo de toda a trama e o Manel também , já
aqui o menino quase que se desmanchava a rir em duas ou três situações.
Acredito que o Vitor só levou a sério o flash porque já tinha algumas
horas de condução, estava cansado e demasiado fixado na estrada caso
contrário teria-se aperçebido.

Depois do jantar fomos para o TABIK CAFÉ e em cima das mesas já
estavam os jornais por mim concebidos a contar toda a história.
Importante foi que o Vitor não levou a mal embora por vezes ameaçe
o Atila dizendo que um dia vai retribuir, coisa que eu não acredito que venha
a acontecer.

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