
Toda a História do
Coronel Almeida
Primeiro Episódio
Antes demais gostava de dizer que tudo o que aqui se vai
escrever é verdade e que qualquer semelhança com algum facto
que se tenha passado na tua vida não passará de mera
coincidência.
Aconteceu há já alguns anos, na verdade não me recordo o ano
mas sei que estávamos no mês de Novembro. Eramos quatro amigos de
longa data e fomos dar um passeio para a Galiza, o MANEL DO MARISCO, o ÁTILA
que na altura ainda não era conhecido por CARLINHOS FADISTA, o EL
SAPITO que na verdade é o verdadeiro herói desta novela e o condutor
do veículo, e EU, SERGINHO FORMIGA.
Saimos de Valença depois de um prolongado almoço que gerou discussão
entre o Átila e o Sapito e uma situação bastante engraçada rumo
ao Algarve. Na viagem o amigo José Cid acabou por se juntar a nós com
as suas belas canções. Paramos para jantar no Alentejo e é aqui que
tudo começa.
Eu queria ir sempre á frente, estava sempre a disputar o lugar com
o Átila e um pouco antes do jantar eu disse:
"-Daqui para a frente vou atrás porque quero dormir..."
O Átila encontrou maneira de me chamar á rua para me dizer que tinha
um plano para tramar o Sapito e que para isso eu tinha que continuar
no banco de frente, eu aceitei mas confesso que duvidei que a partida
resulta-se.
O plano era disparar o flash de uma maquina fotográfica por baixo do
banco do pendura para que o SAPITO pensa-se que tinha sido apanhado
em excesso de velocidade pelo radar em plena auto-estrada. Era
importante que o flash fosse disparado em frente a uma estação de serviço
para que não fosse tão intenso e assim foi. O Sapito sentiu o flash, olhou
para mim e eu para ele. "Já foste, não viste o clarão?"
O Sapito que de nenhuma forma podia cometer uma infracção rodoviária
começou a desabafar a sua frustração enquanto ao mesmo tempo batia
no volante.
O Manel assistia ao filme enquanto o Átila passou a entrar em cena.
"- VITOR (Sapito) conheço um coronel no destacamento de Setúbal que
talvez te possa safar, não tenho aqui o nº mas posso ligar para a minha
mãe", e assim foi , o Átila simulou uma chamada para a mãe:
"- Tou mãe veja lá ai na mesa de cabeceira está uma agenda, procure
lá ai um nº de telefone de um tal coronel Almeida..."
Mais tarde o Átila voltou a simular uma chamada para a mãe para que
esta lhe desse o nº.
Pouco depois a chamada para o Coronel:
"- Tou Coronel, tá bom, há quanto tempo, então o Sr. nunca mais veio cá
baixo aos Tordos? Veja lá quando cá vier dê um toque...
Olhe estou a ligar por causa de uma situação chata, é que vou aqui em
viagem com uns amigos e o moço que vai a conduzir foi apanhado pelo
radar em excesso de velocidade e neste momento não pode cometer
nenhuma infracção senão vai ficar sem a carta... OK, veja lá o que pode
fazer para safar o moço..."
"Olha Vítor o Coronel vai ver o que pode fazer para te ajudar e eu já volto
a ligar".
Eu confesso que a esta altura já tinha conseguido conter 4 ou 5 impulsos
para não desatar a dar gargalhadas. Não foi fácil conseguir-me segurar.
Nova chamada simulada para o Coronel:
Átila "Então conseguiu safar o moço?"
Coronel: "Epá é possível mas ele tem que dar um incentivo aos homens,
ao Cabo Garnento, ai uns 10 contos chega"
Átila: "Vítor queres pagar 10 contos e ficar safo?"
Sapito: "Eu pago o que fôr preciso, diz-lhe que eu pago"
Assim ficou combinado que o SAPITO pagaria 10 contos ao cabo Garnento
e que em troca a carta não seria apreendida.
Segundo episódio
O objectivo do Atila era conseguir arrancar dinheiro ao Vítor para fazer
um jantar e conseguiu, aliás, achou que 10 contos era pouco e ainda
lhe pediu mais 4 contos. Daí para a frente o Vítor andou descansado e
nós sempre a trabalhar na situação. O Átila recebeu o dinheiro e nós
improvisamos uma carta que supostamente tinha sido recebida por ele
a agradeçer o "donativo", o remetente era o Cabo Garnento. Arranjamos
uma carta da GNR fizemos montagens com os registos dos correios e tudo
ficou perfeito.
Foi marcada a data para o jantar, escolhido o Restaurante e feito um convite
ao Coronel Almeida para estar presente. O Homem respondeu afirmativamente e
consigo traria uns tordos para juntar á galinha que o Atila comprou para fazer
cabidela.
Chegou o dia, quando entrei no Restaurante já lá estava o Vítor com o Atila,
estavam ao balcão a beber uma imperial e eu juntei-me a eles. Pouco depois
chegou o Manel ficando só a faltar o Coronel Almeida. Presente esteve também
o Vasquinho, um amigo que convidamos . Foi então que tocou o
telefone, era o Coronel a dizer que não podia comparecer. Esta foi para mim
a melhor parte de toda a trama porque o Atila tinha falado com um GNR para
ligar àquela hora. Quando o Vítor pegou no telefone para agradecer ao suposto
coronel eu fugi para a casa de banho e fiquei a ouvir a conversa:
"- Tou, Coronel olhe queria-lhe agradecer imenso o que fez por mim...é pena que
não possa vir mas oportunidades não hão-de faltar."
Eu na casa de banho ria que nem um perdido, mordia-me até.
O Jantar foi normal, essencialmente conversamos sobre a viagem á Galiza
porque foi rica em peripécias. No final já na fase dos Whiskies havia que contar
toda a verdade e foi então que o Atila se chegou á frente:
"- Vítor o que é que tú pensas de mim como pessoa? Achas que sou inteligente
ou nem por isso?"
"- Tú és um BURRO...blá blá blá". Respondeu o Sapito.
Foi então que o Manel começou a disparar o Flash debaixo da mesa embora
o Vítor não entende-se o que se estava a passar. Depois do Atila contar
a verdade o Vitor não queria acreditar e ainda disse:
"- ...então eu falei com o Coronel Almeida ainda á pouco e agora estão a
dizer que é tudo mentira."
Eu tirei fotos, fiz um diploma de "BAILARICO DO ANO" e ainda tentei gravar
toda a conversa com o meu mini disc, coisa que não fiz lá muito bem.
Confesso que a prestação do Atila foi anormal no bom sentido porque
esteve sempre sério ao longo de toda a trama e o Manel também , já
aqui o menino quase que se desmanchava a rir em duas ou três situações.
Acredito que o Vitor só levou a sério o flash porque já tinha algumas
horas de condução, estava cansado e demasiado fixado na estrada caso
contrário teria-se aperçebido.
Depois do jantar fomos para o TABIK CAFÉ e em cima das mesas já
estavam os jornais por mim concebidos a contar toda a história.
Importante foi que o Vitor não levou a mal embora por vezes ameaçe
o Atila dizendo que um dia vai retribuir, coisa que eu não acredito que venha
a acontecer.
Antes demais gostava de dizer que tudo o que aqui se vai
escrever é verdade e que qualquer semelhança com algum facto
que se tenha passado na tua vida não passará de mera
coincidência.
Aconteceu há já alguns anos, na verdade não me recordo o ano
mas sei que estávamos no mês de Novembro. Eramos quatro amigos de
longa data e fomos dar um passeio para a Galiza, o MANEL DO MARISCO, o ÁTILA
que na altura ainda não era conhecido por CARLINHOS FADISTA, o EL
SAPITO que na verdade é o verdadeiro herói desta novela e o condutor
do veículo, e EU, SERGINHO FORMIGA.
Saimos de Valença depois de um prolongado almoço que gerou discussão
entre o Átila e o Sapito e uma situação bastante engraçada rumo
ao Algarve. Na viagem o amigo José Cid acabou por se juntar a nós com
as suas belas canções. Paramos para jantar no Alentejo e é aqui que
tudo começa.
Eu queria ir sempre á frente, estava sempre a disputar o lugar com
o Átila e um pouco antes do jantar eu disse:
"-Daqui para a frente vou atrás porque quero dormir..."
O Átila encontrou maneira de me chamar á rua para me dizer que tinha
um plano para tramar o Sapito e que para isso eu tinha que continuar
no banco de frente, eu aceitei mas confesso que duvidei que a partida
resulta-se.
O plano era disparar o flash de uma maquina fotográfica por baixo do
banco do pendura para que o SAPITO pensa-se que tinha sido apanhado
em excesso de velocidade pelo radar em plena auto-estrada. Era
importante que o flash fosse disparado em frente a uma estação de serviço
para que não fosse tão intenso e assim foi. O Sapito sentiu o flash, olhou
para mim e eu para ele. "Já foste, não viste o clarão?"
O Sapito que de nenhuma forma podia cometer uma infracção rodoviária
começou a desabafar a sua frustração enquanto ao mesmo tempo batia
no volante.
O Manel assistia ao filme enquanto o Átila passou a entrar em cena.
"- VITOR (Sapito) conheço um coronel no destacamento de Setúbal que
talvez te possa safar, não tenho aqui o nº mas posso ligar para a minha
mãe", e assim foi , o Átila simulou uma chamada para a mãe:
"- Tou mãe veja lá ai na mesa de cabeceira está uma agenda, procure
lá ai um nº de telefone de um tal coronel Almeida..."
Mais tarde o Átila voltou a simular uma chamada para a mãe para que
esta lhe desse o nº.
Pouco depois a chamada para o Coronel:
"- Tou Coronel, tá bom, há quanto tempo, então o Sr. nunca mais veio cá
baixo aos Tordos? Veja lá quando cá vier dê um toque...
Olhe estou a ligar por causa de uma situação chata, é que vou aqui em
viagem com uns amigos e o moço que vai a conduzir foi apanhado pelo
radar em excesso de velocidade e neste momento não pode cometer
nenhuma infracção senão vai ficar sem a carta... OK, veja lá o que pode
fazer para safar o moço..."
"Olha Vítor o Coronel vai ver o que pode fazer para te ajudar e eu já volto
a ligar".
Eu confesso que a esta altura já tinha conseguido conter 4 ou 5 impulsos
para não desatar a dar gargalhadas. Não foi fácil conseguir-me segurar.
Nova chamada simulada para o Coronel:
Átila "Então conseguiu safar o moço?"
Coronel: "Epá é possível mas ele tem que dar um incentivo aos homens,
ao Cabo Garnento, ai uns 10 contos chega"
Átila: "Vítor queres pagar 10 contos e ficar safo?"
Sapito: "Eu pago o que fôr preciso, diz-lhe que eu pago"
Assim ficou combinado que o SAPITO pagaria 10 contos ao cabo Garnento
e que em troca a carta não seria apreendida.
Segundo episódio
O objectivo do Atila era conseguir arrancar dinheiro ao Vítor para fazer
um jantar e conseguiu, aliás, achou que 10 contos era pouco e ainda
lhe pediu mais 4 contos. Daí para a frente o Vítor andou descansado e
nós sempre a trabalhar na situação. O Átila recebeu o dinheiro e nós
improvisamos uma carta que supostamente tinha sido recebida por ele
a agradeçer o "donativo", o remetente era o Cabo Garnento. Arranjamos
uma carta da GNR fizemos montagens com os registos dos correios e tudo
ficou perfeito.
Foi marcada a data para o jantar, escolhido o Restaurante e feito um convite
ao Coronel Almeida para estar presente. O Homem respondeu afirmativamente e
consigo traria uns tordos para juntar á galinha que o Atila comprou para fazer
cabidela.
Chegou o dia, quando entrei no Restaurante já lá estava o Vítor com o Atila,
estavam ao balcão a beber uma imperial e eu juntei-me a eles. Pouco depois
chegou o Manel ficando só a faltar o Coronel Almeida. Presente esteve também
o Vasquinho, um amigo que convidamos . Foi então que tocou o
telefone, era o Coronel a dizer que não podia comparecer. Esta foi para mim
a melhor parte de toda a trama porque o Atila tinha falado com um GNR para
ligar àquela hora. Quando o Vítor pegou no telefone para agradecer ao suposto
coronel eu fugi para a casa de banho e fiquei a ouvir a conversa:
"- Tou, Coronel olhe queria-lhe agradecer imenso o que fez por mim...é pena que
não possa vir mas oportunidades não hão-de faltar."
Eu na casa de banho ria que nem um perdido, mordia-me até.
O Jantar foi normal, essencialmente conversamos sobre a viagem á Galiza
porque foi rica em peripécias. No final já na fase dos Whiskies havia que contar
toda a verdade e foi então que o Atila se chegou á frente:
"- Vítor o que é que tú pensas de mim como pessoa? Achas que sou inteligente
ou nem por isso?"
"- Tú és um BURRO...blá blá blá". Respondeu o Sapito.
Foi então que o Manel começou a disparar o Flash debaixo da mesa embora
o Vítor não entende-se o que se estava a passar. Depois do Atila contar
a verdade o Vitor não queria acreditar e ainda disse:
"- ...então eu falei com o Coronel Almeida ainda á pouco e agora estão a
dizer que é tudo mentira."
Eu tirei fotos, fiz um diploma de "BAILARICO DO ANO" e ainda tentei gravar
toda a conversa com o meu mini disc, coisa que não fiz lá muito bem.
Confesso que a prestação do Atila foi anormal no bom sentido porque
esteve sempre sério ao longo de toda a trama e o Manel também , já
aqui o menino quase que se desmanchava a rir em duas ou três situações.
Acredito que o Vitor só levou a sério o flash porque já tinha algumas
horas de condução, estava cansado e demasiado fixado na estrada caso
contrário teria-se aperçebido.
Depois do jantar fomos para o TABIK CAFÉ e em cima das mesas já
estavam os jornais por mim concebidos a contar toda a história.
Importante foi que o Vitor não levou a mal embora por vezes ameaçe
o Atila dizendo que um dia vai retribuir, coisa que eu não acredito que venha
a acontecer.
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